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terça-feira, 23 de março de 2010

VIAJORES


Para minha querida amiga Sissi.
Partida e Chegada

Quando observamos, da praia,
um veleiro a afastar-se da costa,
navegando mar adentro,
impelido pela brisa matinal,
estamos diante de um espetáculo
de beleza rara.

O barco, impulsionado
pela força dos ventos,
vai ganhando o mar azul
e nos parece cada vez menor.

Não demora muito e
só podemos contemplar
um pequeno ponto branco
na linha remota e indecisa,
onde o mar e o céu se
encontram.

Quem observa o veleiro sumir
na linha do horizonte,
certamente exclamará:
"já se foi".
Terá sumido?
Evaporado?

Não, certamente.
Apenas o perdemos de vista.
O barco continua do mesmo
tamanho e com a mesma
capacidade que tinha quando
estava próximo de nós.
Continua tão capaz quanto antes
de levar ao porto de destino
as cargas recebidas.

O veleiro não evaporou, apenas
não o podemos mais ver.
Mas ele continua o mesmo.
E talvez, no exato instante
em que alguém diz:
já se foi",
haverá outras vozes,
mais além,a afirmar:
"lá vem o veleiro".
Assim é a morte.

Quando o veleiro parte, levando
a preciosa carga de um amor
que nos foi caro, e o vemos sumir
na linha que separa o visível
do invisível dizemos:
"já se foi".
Terá sumido?
Evaporado?

Não, certamente.
Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua
o mesmo.
Sua capacidade mental
não se perdeu.

Suas conquistas seguem
intactas, da mesma forma que
quando estava ao nosso lado.
Conserva o mesmo afeto
que nutria por nós.

Nada se perde, a não ser
o corpo físico de que não mais
necessita no outro lado.
E é assim que, no mesmo
instante em que dizemos:
já se foi", no mais além,
outro alguém dirá feliz:
"já está chegando".

Chegou ao destino levando
consigo as aquisições feitas
durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe
nem oferece mudanças
espetaculares, pois a natureza
não dá saltos.

Cada um leva sua carga
de vícios e virtudes, de afetos e
desafetos, até que se resolva
por desfazer-se do que julgar
desnecessário.

A vida é feita de partidas
e chegadas. De idas e vindas.
Assim, o que para uns parece
ser a partida, para outros
é a chegada.

Um dia partimos do mundo
espiritual na direção do
mundo físico; noutro partimos
daqui para o espiritual, num
constante ir e vir,
como viajores da imortalidade
que somos todos nós.
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PENSANDO EM VOCÊ

Em que pensar, agora, senão em ti?
Tu, que me esvaziaste de coisas incertas,
e trouxeste amanhã da minha noite.
É verdade que te podia dizer
“ Como é mais fácil deixar que as coisas não mudem,
sermos o que sempre fomos,
mudarmos apenas dentro de nós próprios?”
Mas ensinaste-me a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide.
Mas é isto o amor, ver-te mesmo quando te não vejo,
ouvir a tua voz que abre as fontes de todos os rios,
mesmo ele que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo,
para ganhar o tempo que o tempo nos rouba.
Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar:
com a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água fresca que eu bebo,
com esta sede que não passa.
Tu: a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti,
como gostas de mim,
até ao fim do mundo que me deste.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Inpa abre postos de arrecadação de mantimentos para o Haiti


Alimentos não-perecíveis podem ser entregues até o próximo domingo, dia 24 no escritório da Assinpa, na sede do Instituto, ou na portaria do Bosque da Ciência.

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Associação de Servidores do Inpa (Assinpa) iniciam nesta terça-feira (19) uma campanha de arrecadação de mantimentos que serão entregues a instituições de ajuda ao Haiti, país devastado por um tremor de terra de magnitude 7.

As doações – até 1kg de alimento não perecível – podem ser entregues até o próximo domingo (24) em dois pontos de coleta: no escritório da Assinpa, localizado nas instalações do Instituto, em local conhecido como “casa 20”, e na portaria do Bosque da Ciência, na rua Otávio Cabral, bairro do Aleixo.

O vice-diretor do Inpa, Wanderli Tadei, explica que a preferência é por alimentos como leite em líquido, açúcar, bolachas, caixas de suco, feijão, arroz, óleo de cozinha, água, remédios, e alimentos em conserva.

“Precisamos de alimentos não-perecíveis por conta das dificuldades logísticas. Os alimentos serão entregues a instituições de ajuda e depois levados ao Haiti”, explica o vice-diretor.

Mais informações sobre a campanha de doação de alimentos aos desabrigados do Haiti podem ser obtidas nos telefones (92) 9188-5840, 9988-5890 e 3643-3140.

Créditos: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA


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