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sábado, 27 de março de 2010

SERRA X DILMA

Pesquisa Datafolha aponta Serra com 36% e Dilma com 27% para Presidência

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (27) mostra o pré-candidato do PSDB à presidência, o governador de São Paulo, José Serra, nove pontos à frente da pré-candidata do PT, a ministra Dilma Rousseff. Segundo o levantamento, realizado nos dias 25 e 26 de março, o tucano tem 36% das intenções de voto, enquanto a petista aparece com 27%. Há um mês, eles tinham 32% e 28%, respectivamente, no mesmo cenário.

O deputado federal Ciro Gomes (CE), pré-candidato do PSB, ficou com 11%, e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva (AC) permaneceu estacionada com 8%. Dos 4.158 brasileiros com mais de 16 anos entrevistados, 7% disseram que vão votar branco, nulo ou estão indecisos e 11% não souberam responder.

No cenário de segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano também venceria por uma diferença de nove pontos. Serra aparece com 48%, contra 39% de Dilma. Em fevereiro, os percentuais eram de 45% e 41%, respectivamente.
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quinta-feira, 4 de março de 2010

DOIS PONTOS DE VISTA DIFERENTES!


Uma garotinha pergunta a sua mãe:
 

- Como é que se criou a raça humana?
 

A mãe respondeu:
 

- Deus criou Adão e Eva, eles tiveram  filhos, e os filhos tiveram  filhos, e assim se formou a  raça humana.  

Dois dias depois, a garotinha faz ao pai a mesma pergunta. 
E o pai  responde:
 

- Há muitos anos, existiam macacos que foram  evoluindo até chegarem aos seres humanos que você vê hoje.
 

A garotinha, toda confundida, foi ter com a mãe e disse-lhe :
 

- Mãe, como é possível que a senhora me diga que a raça humana foi criada por Deus e o papai diga que evoluiu do  macaco ?
 

E a mãe respondeu:
 

 - Olha, minha querida, é muito simples: eu te falei da minha família e o papai falou da dele.
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segunda-feira, 1 de março de 2010

A MÍOPIA BRASILEIRA


"A charge do alto está publicada no blog Cuba Democracia y Vida, de cubanos exilados na Suécia. 
Não poderia ser mais precisa na sua metáfora cruenta. 
Os irmãos Raúl e Fidel Castro estão mergulhados numa banheira de sangue, e Lula está tomando o seu lugar no macabro ménage-à-trois ideológico. 
Desde a revolução, em 1959, somam 17 mil as pessoas executadas a mando da dupla, segundo informa O Livro Negro do Comunismo. 
Estima-se que outras 83 mil tenham morrido afogadas tentando deixar a ilha — na prática, um presídio comandando pela dupla de facínoras. 
Dada a população cubana, o número faz dos irmãos dois dos grandes homicidas da história.
Não obstante, em visita à ilha, o humanista Luiz Inácio Lula da Silva decidiu dar uma bronca nos dissidentes, que não teriam se esforçado o bastante para lhe entregar uma carta. 
E ainda acusou Orlando Zapata Tamayo de “ter-se deixado morrer”. Tivesse tido a chance de falar com o preso, diz Lula, e talvez ele tivesse mudado de idéia. E mais não disse. Não se ouviu uma só palavra de Lula nem mesmo em defesa da democracia. Nada! Não se tocou no assunto dos presos políticos, que podem chegar a 200. Lula também não desconfiou em nenhum momento das condições em que Zapata, um operário, estava preso. Deixou-se fotografar alegremente ao lado dos facínoras, e ele próprio, mais uma vez, decidiu ser o lambe-lambe (botas) de luxo.
Batia um papo com Diogo Mainardi ontem à tarde, e ele sintetizou como ninguém a postura do presidente brasileiro, que, na prática, censurou Zapata: Pois é… Se Lula tivesse tido tempo de conversar com Vladimir Herzog, talvez ele não tivesse se enforcado; ou, então, teria convencido Rubens Paiva a não pular do helicóptero no mar”
Trata-se de uma ironia amarga que dá conta do padrão miserável das escolhas éticas do lulismo. 
Todos sabemos que as duas pessoas citadas foram assassinadas durante a ditadura no Brasil. 
As ocorrências despertaram em todas as pessoas decentes a justa indignação. A reparação possível, diante do irreparável, se deu. 
E não há desculpa possível para aquela brutalidade."

Do blog do Reinaldo Azevedo, via Jaime Lechinski.

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

"BURROCRACIA" X BUROCRACIA

Nem a burocracia aguenta a burocracia

Regras mal desenhadas, excesso de controles, falta de motivação e medo - sim, medo de ser envolvido em suspeitas de corrupção. É assim o dia a dia dos funcionários públicos responsáveis por tocar a máquina estatal brasileira.

 
Anselmo Tozi, secretário de Saúde do Espírito Santo

Três meses após assumir a direção do Instituto de Matemática e Computação da Universidade Estadual de Campinas, o físico Jayme Vaz Júnior decidiu instalar um elevador no prédio da faculdade. 
Na época, em fevereiro de 2007, as escadarias do edifício de quatro andares causavam enorme constrangimento a uma estudante de pós-graduação que se locomovia em cadeira de rodas e precisava esperar pela ajuda de colegas. 
Professores idosos ou com problemas de saúde também reclamavam das escadarias. 
Desde que Vaz decidiu resolver o problema até o início da instalação do elevador, há alguns dias, três anos se passaram. 
Todo esse tempo foi consumido no preparo de quatro - sim, quatro - licitações para que a obra fosse contratada. Se tudo der certo, o elevador começa a funcionar em novembro, quase quatro anos após a decisão de instalá-lo. 
A aluna da cadeira de rodas não usufruirá do equipamento. 
"Ela desistiu em seis meses alegando que o curso era pesado. Mas acredito que a dificuldade de locomoção colaborou para a desistência", diz Vaz.
Não foi a falta de dinheiro, mas os obstáculos para gastá-lo, que transformou a licitação do elevador da Unicamp em uma novela. 
A morosidade característica do serviço público brasileiro é resultado de uma mi ríade de formalidades criadas com o objetivo - nobre e imprescindível, é verdade - de evitar o mau uso do dinheiro do contribuinte. 
O lado perverso desse excesso de controles é uma burocracia que, além de torturar empresas e cidadãos, cria embaraços para os próprios gestores públicos. 
Obras e serviços se arrastam por anos antes de começar efetivamente a ser executados. Mesmo depois de iniciados, são frequentemente interrompidos sob suspeita de falcatruas, por ações movidas por quem discorda do projeto ou mesmo por concorrentes vencidos nas licitações públicas - a Justiça é atulhada por pedidos desse tipo.
O enrosco chega ao ponto de enervar o burocrata mais poderoso do país. 
Nos últimos meses, em várias ocasiões o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou publicamente seu inconformismo com a lentidão de obras questionadas por órgãos como o Ministério Público Federal, o Ibama e o Tribunal de Contas da União. Num gesto extremo, há um mês, Lula usou o poder do cargo para liberar o repasse de verbas e autorizar a retomada de quatro grandes obras da Petrobras que haviam sido brecadas pelo TCU sob suspeita de irregularidades. 
Trata-se, obviamente, da solução errada - o TCU tem a obrigação de cuidar para que abusos sejam barrados -, mas o episódio serviu para trazer à luz o imbróglio que temos na administração pública. 
Talvez nenhum outro país tenha tantas regras e controles sobre a gestão estatal. 
Nossos administradores são obrigados a preencher toneladas de papel a cada decisão, por mais corriqueira que seja. 
No entanto, o que não faltam são evidências de que a corrupção é endêmica. No ranking da ONG Transparência Internacional, fomos descritos como o 75o país mais corrupto do mundo. Nosso sistema nos deixa no pior dos mundos - por um lado, a infinidade de controles não impede que os corruptos nos roubem à luz do dia; por outro, não permite que os bons gestores façam seu trabalho com um mínimo de eficiência. Assim fica difícil.
No dia a dia do setor público, o exagero de exigências para cumprir regras muitas vezes arcaicas atravanca o trabalho dos mais diversos órgãos.
A quantidade de papel produzida pela concorrência para a construção de um hospital na cidade capixaba de Serra, vizinha a Vitória, dá ideia do grau de formalismo da administração pública brasileira.
Cada uma das quatro construtoras concorrentes apresentou entre 500 e 1 000 páginas só de documentos de habilitação, ou seja, papéis para provar que não devem nada ao Fisco, que não estão à beira da falência e que possuem capacidade técnica para realizar o trabalho. Anselmo Tozi, secretário de Saúde do Espírito Santo, resume bem a situação: "Passamos mais tempo lidando com a burocracia de licitações e concursos públicos do que planejando, definindo metas e medindo o resultado do serviço prestado à população". 
Apenas a concorrência para a execução da obra do hospital de Serra levou quase um ano. Se o governo tivesse de licitar também o projeto - doado pela siderúrgica Arcelor Mittal -, a construção, iniciada em setembro, ainda estaria longe de começar.

Fonte: Revista EXAME


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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O XINGU DE LUTO !



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Nesta segunda passada,  o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) concedeu a licençaprévia para a construção da hidrelétrica de Belo Monte.
A licença traz vários condicionantes, contrapartidas e medidas socioambientais. 
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acredita que os condicionantes terão um custo de R$ 1,5 bilhão para o consórcio vencedor. 
Além deste valor para o atendimento dos condicionantes, deverá haver posteriormente a reserva de 0,5% do valor total do empreendimento para o que se chama de "compensação ambiental.”
A usina de Belo Monte tem trajetória mais tumultuada que as usinas de Santo Antonio e Jirau, no Madeira.  
A resistência indígena ao barramento do Xingu, que consideram sagrado, ganhou fama internacional.  
A previsão é que será preciso reassentar 19 mil pessoas e que o desvio de um trecho do rio complicará vida e biodiversidade em cem quilômetros de rio.  
A viabilidade econômica do projeto e o valor da obra são contestadas.  
O ambientalista Glenn Switkes, da ONG International Rivers, morto em dezembro, dizia que "ninguém conhece o real custo de Belo Monte."
Para os críticos, mesmo com 40 condicionantes Belo Monte é problema.  "Para mim, qualquer condicionante que seja peca pela raiz", diz o bispo dom Erwin Kräutler, há 45 anos na região e há 30 como bispo da prelazia do Xingu.  "Estou plenamente convicto que esta obra trará consequências imprevisíveis e irrecuperáveis para a região. E não tem como mitigar."  
Ele cita, por exemplo, danos ao porto de Vitória do Xingu, que abastece Altamira e toda a região da Transamazônica.  
Foi a dom Erwin que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que ninguém teria que "engolir goela abaixo" a usina.  "Mas a partir daí, não teve mais diálogo", reclama o bispo.


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