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segunda-feira, 1 de março de 2010

A MÍOPIA BRASILEIRA


"A charge do alto está publicada no blog Cuba Democracia y Vida, de cubanos exilados na Suécia. 
Não poderia ser mais precisa na sua metáfora cruenta. 
Os irmãos Raúl e Fidel Castro estão mergulhados numa banheira de sangue, e Lula está tomando o seu lugar no macabro ménage-à-trois ideológico. 
Desde a revolução, em 1959, somam 17 mil as pessoas executadas a mando da dupla, segundo informa O Livro Negro do Comunismo. 
Estima-se que outras 83 mil tenham morrido afogadas tentando deixar a ilha — na prática, um presídio comandando pela dupla de facínoras. 
Dada a população cubana, o número faz dos irmãos dois dos grandes homicidas da história.
Não obstante, em visita à ilha, o humanista Luiz Inácio Lula da Silva decidiu dar uma bronca nos dissidentes, que não teriam se esforçado o bastante para lhe entregar uma carta. 
E ainda acusou Orlando Zapata Tamayo de “ter-se deixado morrer”. Tivesse tido a chance de falar com o preso, diz Lula, e talvez ele tivesse mudado de idéia. E mais não disse. Não se ouviu uma só palavra de Lula nem mesmo em defesa da democracia. Nada! Não se tocou no assunto dos presos políticos, que podem chegar a 200. Lula também não desconfiou em nenhum momento das condições em que Zapata, um operário, estava preso. Deixou-se fotografar alegremente ao lado dos facínoras, e ele próprio, mais uma vez, decidiu ser o lambe-lambe (botas) de luxo.
Batia um papo com Diogo Mainardi ontem à tarde, e ele sintetizou como ninguém a postura do presidente brasileiro, que, na prática, censurou Zapata: “Pois é… Se Lula tivesse tido tempo de conversar com Vladimir Herzog, talvez ele não tivesse se enforcado; ou, então, teria convencido Rubens Paiva a não pular do helicóptero no mar”. 
Trata-se de uma ironia amarga que dá conta do padrão miserável das escolhas éticas do lulismo. 
Todos sabemos que as duas pessoas citadas foram assassinadas durante a ditadura no Brasil. 
As ocorrências despertaram em todas as pessoas decentes a justa indignação. A reparação possível, diante do irreparável, se deu. 
E não há desculpa possível para aquela brutalidade."

Do blog do Reinaldo Azevedo, via Jaime Lechinski.

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

QUANDO EU OLHO PARA....

 
Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.

O ar que respiro, este licor que bebo
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei-de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.

Nem nunca, propriamente, reparei
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei
Tal qual me julgo verdadeiramente?

Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
Álvaro de Campos
 
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

GAMBIARRA

Gambiarra (Improviso)

No sentido de improviso ou improvisação, gambiarra é o próprio ato de constituir uma solução improvisada. No contexto da cultura material, "gambiarra é o procedimento necessário para a configuração de um artefato improvisado. 
A prática da gambiarra envolve sempre uma intervenção alternativa, o que também poderíamos definir como uma “técnica” de re-apropriação material: uma maneira de usar ou constituir artefatos, através de uma atitude de diferenciação, improvisação, adaptação, ajuste, transformação ou adequação necessária sobre um recurso material disponível, muitas vezes com o objetivo de solucionar uma necessidade específica.
Podemos compreender tal atitude como um raciocínio projetivo imediato, determinado pela circunstância momentânea." 
Como processo, a gambiarra pode ser considerada uma forma alternativa de design.
"O uso informal do termo [como improviso] denota uma propensão cultural relacionada ao que se costuma chamar de jeitinho brasileiro. É uma manifestação não exclusiva, porém típica e muito presente na cultura popular brasileira." (Boufleur, 2006:25)

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

INPA recebe, por mês, pelo menos dois animais feridos.



Já no início deste ano, foram deixados no Inpa um tucano, uma coruja e um gavião.

Por Eliena Monteiro

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) recebe uma média de dois animais feridos a cada mês. As causas mais comuns que provocam ferimentos, principalmente nas aves, são atropelamento, choques na rede elétrica e maus tratos por parte de quem os mantêm em cativeiro.

Só este ano já chegaram ao Instituto três animais com lesões. Um tucano, que já foi entregue ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), uma coruja, que está no Inpa para observação, e o gavião que foi entregue no Bosque da Ciência, com a asa esquerda fraturada, na última sexta-feira (15).

De acordo com Anselmo D’Affonseca, veterinário do Inpa, o gavião, possivelmente, foi atropelado. “A ave passou por uma cirurgia simples, pois a fratura não estava exposta, nem inflamada. Agora o animal ficará em observação por trinta dias”, afirma.

De volta ao meio ambiente

Depois de tratado, Anselmo diz que o ideal é devolver o animal ao seu ambiente natural. Como o Inpa possui uma fauna livre, o veterinário diz que a nova política do Instituto é não receber mais animais feridos, uma vez que eles devem ser deixados no Ibama ou na www.manaus.am.gov.br/secretarias/semmas/
“Quando as pessoas deixam animais feridos no Inpa, nós tratamos e devolvemos à natureza”, afirma Anselmo.

Foto da chamada: Eliena Monteiro – Gavião que foi entregue na última sexta-feira é tratado por veterinários do Inpa.

By Zuil voustag


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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

CNBB divulga discurso que Zilda Arns faria no Haiti


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou em seu site o último discurso da fundadora da pastoral da criança, a médica Zilda Arns. O discurso não chegou a ser lido, pois poucas horas antes, Zilda morreu no terremoto que atingiu o Haiti. A médica estava no país para participar da Assembleia da Conferência dos Religiosos do Haiti, e o discurso seria lido no dia 12, durante o evento.

Em um trecho de seu discurso, Zilda falaria sobre Jesus. "O povo seguiu Jesus porque Ele tinha palavras de esperança, portanto, que todos nós somos chamados a anunciar experiências positivas e caminhos que levem as comunidades, famílias e o país a serem mais justos e fraternos".

Assessora pessoal informou a morte de Zilda
De acordo com a CNBB, a morte de Zilda foi informada por sua assessora pessoal, a freira Rosângela Altoé, em um telefonema. "Eu estou bem, sã e salva, mas perdemos a doutora Zilda¿, disse.

Rosângela disse à Pastoral da Criança que estava a poucos metros deZilda Arns, quando houve o terremoto. "Felizmente ela sofreu apenas arranhões. Ela disse que ia atravessar a rua quando houve o desmoronamento, vitimando de imediato a doutora Zilda e o tenente do exército que as acompanhavam", afirmou. Rosângela é prima da atual coordenadora nacional da Pastoral da Criança, irmã Vera Lúcia Altoé.

Leia na íntegra, em espanhol, o último discurso

Fonte: Notícias Portal Terra
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