Mostrando postagens com marcador Portuguese language. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Portuguese language. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de março de 2010

A HORA DO PLANETA

 
Neste sábado, das 20h30 às 21h30, cerca de 2.383 cidades e 812 monumentos, de 117 países e lugares ao redor do mundo, ficarão no escuro. A mobilização, denominada de "Hora do Planeta", tem mais uma edição, desta feita em 2010.

O movimento, liderado pela ONG WWF, é um protesto contra as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global. No Brasil, serão 65 cidades de todas as regiões que participarão do evento, que pretende chamar a atenção da humanidade.


Reblog this post [with Zemanta]

quarta-feira, 24 de março de 2010

AS METADES, POR ELA



Metade de mim é fada

A outra metade é bruxa

Uma escreve com sol

A outra escreve com a lua

Uma anda pelas ruas

Cantarolando baixinho

A outra caminha de noite

Uma é séria, a outra sorri

Uma sonha dormindo

A outra sonha acordada



Roseana Murray
Reblog this post [with Zemanta]

quarta-feira, 10 de março de 2010

"FERNANDOS PESSOAS"


Nascido em Lisboa, no dia 13 de junho de 1888.
Adquiriu o gosto pela poesia lendo poetas de língua inglesa.
Matricula-se, então, no Curso Superior de Letras, que logo abandona, e entra em contato com os grandes escritores da língua portuguesa.
Fernando Pessoa nunca teve, em vida, o reconhecimento que merecia.
Viveu modestamente, em relativa obscuridade. Em vida, teve apenas dois livros publicados: Antinous e 35 Sonnets ambos em 1918.
Desde cedo, Fernando Pessoa inventara seus companheiros.
Imagina os heterônimos Charles Robert Anon, H. M. F. Lecher e Alexander Search e outras figuras menores.
Mas seria no dia 8 de março de 1914 que os heterônimos começariam a aparecer com toda a força. Neste dia, Pessoa escreve, de uma só vez, os 49 poemas de O Guardador de Rebanhos, de Alberto Caeiro.
Escreve também os seis poemas de Chuva Oblíqua, que assina com seu próprio nome.
Logo, inventaria Álvaro de Campos e, em junho do mesmo ano, Ricardo Reis.
Um semi-heterônimo de Pessoa, Bernardo Soares, só em 1982 teve sua obra, O Livro do Desassossego, composta por fragmentos de prosa poética, publicada.
No dia 30 de novembro de 1935, Fernando Pessoa morre de cirrose hepática.
Sua última frase foi escrita em inglês:

“I know not what tomorrow will bring” ou
Eu não sei o que o amanhã trará”.
=
O amanhã trouxe para Fernando Pessoa uma admiração crescente.
Suas obras foram aos poucos sendo publicadas e ele é considerado hoje, ao lado de Camões, um dos dois maiores poetas portugueses de todos os tempos.
Nenhum poeta, em língua portuguesa, obteve tanto prestígio, e o obscuro e modesto lisboeta tornou-se, assim, um nome importante em todo o mundo.
Graças ao poder da palavra. Graças à magia da poesia.

Heterônimos
Mais do que meros pseudônimos, outros nomes com os quais um autor assina sua obra, os heterônimos são invenções de personagens completos, que têm uma biografia própria, estilos literários diferenciados, e que produzem uma obra paralela à do seu criador.
-
Resumo do texto de Frederico Barbosa
=
Reblog this post [with Zemanta]

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

TRADUZIR-SE

TRADUZIR-SE
Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguem, fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim pesa, pondera
Outra parte delira
Uma parte de mim
Almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte linguagem
Traduzir uma parte na outra parte
Que é uma questão de vida e morte
Será arte?
Será arte?
Será arte?


Ferreira Gullar
foto: Christian Coigny
Reblog this post [with Zemanta]

sábado, 6 de fevereiro de 2010

PRIMEIRO DIA

 

Desde o Primeiro Dia


Desde o primeiro dia em que te vi
Eu te segui com o olhar
Fui atrás dos seus passos
Do seu rastro no ar
Vasculhar seu amor
No que eu pudesse achar
Nas cartas pelo chão
Retratos no mural
Pedaços de canções pra mim
Desde o primeiro dia em que te vi
Eu conheci o amor
Mais real, mais bonito
Que eu podia inventar
Como um cais pra nós dois
Sabia até cantar
As frases que depois
Você iria usar
Os beijos que eu não posso mais
Viver sem encontrar
Sem te contar
No tempo que eu levei
Pra te achar


Hoje acordei com frio
Hoje, meu amor
O quarto está vazio


Desde o primeiro dia em que te vi
Eu te perdi sem saber
Te esqueci escondido
Congelado em mim
Flor no vaso a morrer
Mas eu não vou chorar
Eu busco o eterno sim
Até onde não há
No ar o nosso amor em vão
Que eu amo até o fim
Até virar a nota da canção
Ilusão


Maria Rita

Composição: Chico Pinheiro e Guile Wisnik
Zuil Voustag
Reblog this post [with Zemanta]