
LAÇOS OU NÓS AFETIVOS
Relação é a capacidade de estar sempre dando novos laços (re-lação). Muitas vezes, quando estamos nos relacionando afetivamente, parece que estes laços tornam-se nós difíceis de desatar.
É comum as pessoas se relacionarem a partir de suas próprias referências pessoais, expectativas e ideais. Porém, o laço vira nó, se este ponto de vista se transforma em uma forma rígida de relação, onde se espera que o outro corresponda a essas expectativas plenamente. E um equívoco esperar no outro a "cara metade" ou a "alma gêmea", como se, ao encontrá-la, nos tornássemos completos, estáveis e seguros.
E, geralmente quando uma relação afetiva não está indo bem, percebe-se um engano da pessoa em depositar no outro a responsabilidade de sua felicidade ou infelicidade. Isto ocorre porque não estamos acostumados a nos ver como seres únicos, sós e livres no mundo. Solidão e liberdade são temas dos filósofos Heidegger e Sartre.
Muitas vezes, procuramos em nossas relações afetivas aplacar a angústia e o desconforto que é assumir a própria existência. E dói muito admitir isso. É mais fácil esperar alguém que nos tire dessa posição solitária e responsável, um alguém que pelo simples fato de nos amar atenderia nossas necessidades e nos completaria como num passe de mágica.
A pessoa que escolho para me relacionar afetivamente sempre será uma pessoa diferente de mim, segundo Jadir Lessa:
"Todos somos diferentes uns dos outros. Não é só na impressão digital. Mais ninguém pode ser eu. Exclusivamente a mim cabe ser a pessoa que sou. Mais ninguém além de mim, vê o mundo pelo mesmo ângulo em que eu o vejo. Portanto ninguém pode compreender plenamente outra pessoa".
* O texto da Ceiça, está publicado na íntegra na comunidade "Fontes para Reflexão" Endereço: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1409276.
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