terça-feira, 22 de dezembro de 2009

meine unsterbliche geliebte


“Meu amor, meu tudo, meu eu...

Tenho o coração cheio do muito que quero dizer-te. Onde estou, estás comigo.

Choro ao pensar que provavelmente não receberás antes de domingo noticias minhas, Eu te amo como tu, me amas, porém mais fortemente.
Meu Deus, que vida é esta, sem ti! Tão perto e tão longe! Meus pensamentos voam céleres para ti, minha imortal amada (meine unsterbliche geliebte), ora alegres, depois tristes, interrogando o destino, perguntando-lhe se nos atenderá.

Viver contigo, ou não viver! Jamais! Jamais ó Deus!

Porque separem-se os que se amam? Teu amor me fez a um tempo o mais feliz e o mais desgraçado dos homens. Sê piedosa! – ama-me – Hoje, ontem, que ardente aspiração, quantas lágrimas por ti!
Minha vida, meu tudo. Adeus! Oh! Continua a amar-me e nunca conheças o coração do teu amado L.

Eternamente teu eternamente meu, eternamente nosso!

Ass: Ludwing Van Beethoven

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