
Ao ler os teus poemas, mergulhei
Em versos de caminhos, labirinto
No vale dos teus segredos, que sondei
E nada descobri, mas bem os sinto.
Relendo obsessão, sonho de amor,
Espaço intemporal, em rodopio,
Quis apenas amar-te, rosa flor,
De mãos dadas, em terno desafio.
Senti-me cavalgar no teu corcel,
Gritei, entre silêncios, madrugada,
Contigo bem colada à minha pele.
E quando a cavalgada terminou
Em orgia de rima emparelhada,
Sonhei o sonho que ninguém sonhou.
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