sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Labirintos


Há labirintos que são uma renda
na qual os olhos se emaranham
e as mãos trabalham cuidadosas,
construindo detalhes
em voltas quase imperceptíveis
que cobrem e descobrem
e desenham desenhos impossíveis:
os mais belos.

nestes labirintos eu me perderia
com a alma leve
e o corpo a cantar
num ritmo de blues.

como se tecesse cada dia.
como se tecesse a minúcia,
a curva,
o fio tênue;
entremeadas as palavras
e os passos.

fôlego breve,
grito semi surdo,
olhos voltados para o encantamento.

vida a correr nas veias.

Silvia Chueire

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